Na Terra Santa com a Bíblia em mãos

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Na Terra Santa com a Bíblia em mãos

Deserto

1° dia: Hebron – Bersabéia

Farei de ti uma grande nação; eu te abençoarei e exaltarei o teu nome, e tu serás uma fonte de bênçãos” (Gn 12, 2)

Sugerimos como início deste percurso uma das cidades mais antigas da Terra Santa, Hebron. É uma cidade santa para os Judeus, Cristãos e Muçulmanos porque hospeda as Tumbas dos Patriarcas. Aqui são localizados alguns importantes acontecimentos históricos: Abraão planta a sua tenda aqui, depois de se separar de Ló, sepulta Sara na caverna do terreno adquirido de um hitita e na mesma caverna, Abraão será sepultado pelo seus filhos.
Daqui se chega facilmente a Bersabéia, a cerca de 45 km de distância, ao sul. Esta cidade, que no momento da fundação do Estado de Israel tinha apenas 2.000 habitantes, hoje é um grande centro urbano, símbolo de como os Israelenses conseguiram dominar o deserto e o transformaram num lugar florido e produtivo.
Os principais locais de atração em Bersabéia são três: o assentamento do período calcolítico (4.000 a.C.) de Abu Matar, Bir es-Safadi, outro sítio onde vieram à luz assentamentos posteriores e Tel es-Seba, verdadeiramente a cidade dos Patriarcas, da qual fala a Bíblia.

2° dia: Sinai (Monte de Moisés e Mosteiro de Sta. Catarina)

O segundo dia deste percurso pode ser dedicado ao Monte Sinai (na Bíblia, monte Horeb), o lugar onde Moisés recebeu as tábuas da lei. Com 2.285 de altura, o Monte Sinai se impõe como uma paisagem lunar, dominando toda a cadeia de montanhas que circunda o Mosteiro de Santa Catarina.
É inesquecível a vista que acompanha o caminho em cima do monte que, não obstante o número de turistas e peregrinos, nos causa uma sensação de paz e serenidade.
Ao pé do monte se encontra o Mosteiro de Santa Catarina no vale que, segundo a tradição, avistou o encontro de Moisés com as filhas de Jetro, perto do atual poço do Mosteiro. No lado interno dos muros se encontra a Igreja da Transfiguração, do século VI, onde se pode admirar em absoluto um dos mosaicos mais antigos, colocado entre os anos 565 a 570.

3° dia: Avdat, Shivta, Massada

Ao deixar a península do Sinai se pode chegar e visitar as antigas cidades dos Nabateus. A primeira delas é Avdat, construída no centro do deserto no século II a.C. como lugar de parada das caravanas que vinham de Petra e andavam em direção à costa mediterrânea. As ruínas, cobertas pela areia, se conservaram praticamente intactas. Daqui se pode visitar a segunda cidade nabateia, que se revelou particularmente importante na época bizantina. A hipótese melhor aceita pelos estudiosos é que esta cidade fosse um grande assentamento agrícola, do qual resta ainda a cisterna que canalizava a água pluvial para a irrigação dos campos.
A última etapa deste dia é Massada, do hebraico, “cidadela-fortaleza”, uma montanha a 500 metros acima do nível do mar Morto, com o cume explanado por Herodes. A notoriedade de Massada é ligada a um acontecimento importante para a história do antigo Israel: a resistência dos zelotas contra a invasão romana, que depois de um longo tempo, preferiram o suicídio em vez de terminar a vida na mão dos romanos.

Ein Gedi

4° dia: Ein Gedi, Qumran, Belém

“Não temais, eis que vos anuncio uma boa nova que será alegria para todo o povo: hoje vos nasceu na Cidade de Davi um Salvador, que é o Cristo Senhor”. (Lc 2, 10-12)

Proseguindo em direção ao norte, a cerca de 18 km de Massada, se encontra um oásis pleno de vegetação, animais selvagens e fontes sonhadas: Ein Gedi, em hebraico, “fonte do cabrito”, que surge na margem ocidental do Mar Morto e é o lugar bíblico no qual Davi poupa Saul na caverna, segundo o episódio narrado por Samuel. Não é por acaso que a vertente mais importante se chama: Ein David, uma verdadeira cascata natural, que além de sua beleza pela própria natureza, apresenta também os restos de um assentamento, como Tel Goren, datado a partir do século VII a.C., com uma antiga sinagoga, que conserva ainda um pavimento em mozaico. No local se encontra também um Kibbutz onde se pode pernoitar e desfrutar a praia livre numa visita ao Mar Morto.
Daqui, a cerca de 30 km mais ao norte, se chega a Qumran: o famoso sítio da descoberta dos Rótulos do Mar Morto, hoje expostos no Museu de Israel, de Jerusalém. O sítio apresenta restos que testemunham a presença de uma seita judaica (Essênios), que lá teriam vivido entre os anos 150 a 68 a.C., quando foram expulsos pelos invasores romanos. Enfim, passando por Jerusalém, que é o caminho mais curto, se pode terminar o percurso na primeira tarde do dia em Belém. Aqui, recomendamos que se durma ao menos uma noite, para que se tenha o tempo necessário para saborear a cultura local e, naturalmente, visitar as suas maiores atrações: Basílica da Natividade, Igreja de Santa Catarina, Gruta do Leite, mercado (Suq) e cidade velha, Tumba de Raquel, Campo dos Pastores, Herodium.

Em Belém, se pode pernoitar na casa franciscana para peregrinos.

5° dia: Jerusalém (Monte do Templo – Muro das Lamentações – Via Dolorosa - Santo Sepulcro – Monte Sião)

Comumente denominada como Explanada, o Monte do Templo é o lugar onde surgem as mesquitas que fazem de Jerusalém a terceira cidade santa para os muçulmanos de todo o mundo. Aqui, se pode admirar a Cúpula da Rocha e a mesquita de al-Aqsa. O projeto da explanada tem a sua origem na primeira conquista muçulmana (há 1.400 anos). Mas a história deste lugar vai muito mais atrás no tempo. De fato, é aqui que surgia o Primeiro Templo judaico, construído por Salomão aí pelo ano 1.000 a.C. O Muro Ocidental, mais conhecido como “muro das lamentações”pelos não judeus, era o antigo muro que sustentava o Segundo Templo. É bem visível aos olhos dos visitantes a diferença entre os grandes blocos da época herodiana (20 a.C.) e as pedras de pequenas dimensões da época bizantina e muçulmana.
Daqui, se pode voltar ao quarteirão muçulmano, onde se encontra a primeira estação, percorrendo o caminho que Jesus fez levando a cruz até o Calvário. A Via Dolorosa ou Via Crucis é aquela em que tantos peregrinos cada ano levam uma verdadeira cruz de madeira, cumprindo uma promessa feita antes de chegar na Terra Santa. Os frades franciscanos conduzem uma similar procissão todas as sextas-feiras à tarde. Este caminho leva, como já acenamos, ao lugar mais sagrado para os Cristãos: o Santo Sepulcro. Testemunha, enquanto pedra viva das últimas horas de vida de Jesus, a Basílica do Santo Sepulcro inclui numa única estrutura o lugar onde Ele foi crucificado (Calvário), o lugar onde foi deposto o seu corpo (Pedra da Unção) e a tumba onde Ele foi colocado e dalí ressuscitou.
Ao sair fora dos muros, na parte sul da cidade velha, encontra-se o Monte Sião, lugar em que se pode visitar o Cenáculo, a Igreja da Dormição de Maria, a Tumba de Davi e a Igreja de São Pedro in Gallicantu.

Em Jerusalém, se pode pernoitar na casa franciscana para peregrinos, Casa Nova.

6° dia: Jerusalém (Monte das Oliveiras, Getsêmani, Yad Vashem)

A manhã do sexto dia pode ser inteiramente dedicada ao Monte das Oliveiras e ao Getsêmani. Gebel al-Tur (monte santo) para os árabes, oferece uma das melhores vistas panorâmicas de Jerusalém. Durante a subida não pode passar despercebido o vale de Josafá, onde se encontra hoje o mais antigo cemitério hebraico. Daqui, segundo a profecia contida no livro de Zacarias, os mortos ressuscitarão quando o Messias retornará no Dia do Juízo. O Monte das Oliveiras é um lugar rico de santuários que recordam eventos importantes da vida e morte de Jesus: a edícula da Ascensão, a Igreja do Pai Nosso, Dominus Flevit, a Tumba di Maria. Vale a pena, se houver tempo e se estiver aberta, visitar a Igreja ortodoxa de Maria Madalena, que surge no meio da vegetação com suas cúpulas em forma de cebola.
Aos pés do monte, se encontra a Igreja de todas as Nações, ou seja, a Basílica da Agonia, projetada por Antonio Barluzzi e financiada por diversos países. Ao redor da igreja se estende o Horto do Getsêmani onde Jesus foi preso. Enfim, na parte da tarde, se pode visitar o museu Yad Vashem, sobre o monte do Memorial.

7° dia: Beit She’an, Tiberíades e entornos (Magdala – Tabga – Cafarnaum)

“Perguntou-lhe pela terceira vez: ‘Simão, filho de João, tu me amas?’ Pedro entristeceu-se […] e lhe respondeu: ‘Senhor, tu que sabes tudo, tu sabes que te amo’. Disse-lhe Jesus: ‘Apascenta as minhas ovelhas!” (Jo 21, 15-17)

Deslocando-se um pouco para o norte, o sétimo dia pode ser iniciado com a primeira etapa em Beit She’an, que integra um belo parque nacional com escavações arqueológicas de várias épocas. É a cidade bíblica da batalha entre os filisteus e israelitas, onde perderam a vida Saul, amigo de Davi, e os seus três filhos.
De Beit She’an até Tiberíades é perto. Vale a pena fazer uma pequena parada para visitar a fascinante igreja franciscana de São Pedro e comer um peixe às margens do lago que tanto falam de Jesus. E da cidadezinha de Tiberíades se pode deslocar na mesma direção, ao norte, até Magdala, a cidade natal de Maria Madalena, que veio à luz graças às escavações franciscanas de 1971.
Prosseguindo daqui se chega a Tabga, situada aos pés do Monte das Bem-Aventuranças. Este é o lugar onde Jesus realizou o milagre da multiplicação dos pães e dos peixes, representado no famoso mosaico bizantino que decora o pavimento da igreja. E a pouca distância desta igreja, o Primado de Pedro, que é o santuário franciscano que faz memória do momento em que Jesus confere a Pedro o Primado.
Por último, porém não menos importante, a “cidade de Jesus”: Cafarnaum. Segundo os Evangelhos, este foi o lugar da residência de Jesus durante o período de pregação e atividades na Galileia. Tudo indica que já no século II havia uma forte presença cristã no local. Aqui, as escavações trouxeram à luz a sinagoga, posterior à época de Jesus, e a casa de Pedro, onde os seus restos podem ser admirados a partir da Igreja octagonal, construída sobre o local.

Em Tiberíades se pode pernoitar na casa franciscana para peregrinos.

8° dia: Nazaré

A última etapa do percurso é dedicada a Nazaré, principal cidade da Galiléia e terceira cidade mais importante para os cristãos, depois de Jerusalém e Belém. Nazaré é uma cidade acolhedora, de atmosfera vivaz e colorida. Aqui aconteceu a anunciação e aqui Jesus viveu a sua infância. A imponente Basílica da Anunciação comemora estes eventos. A sua construção é moderna, surgindo a partir da primeira basílica bizantina do século V, daquela dos cruzados, do século XI e da igreja franciscana de 1730. De fato, segundo a tradição, este era o local onde se encontrava a casa de Maria, do lado da qual no primeiro século foi construída uma sinagoga judeu-cristã. Ainda é conservada no interior da basílica uma pia batismal desta sinagoga.
A poucos metros, ao norte da basílica, encontra-se a Igreja de São José, onde se encontrava a casa de José.

Em Nazaré se pode pernoitar na casa franciscana para peregrinos.

“Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim” (Lc 1, 30-34)

Na Terra Santa com a Bíblia em mãos

  • Beit She'an
  • Capernaum
  • Getsemani
  • Hebron
  • Datteri - Souk di Betlemme
  • Shivta
  • Gerusalemme - Porta di Damasco
  • Vista di Gerusalemme dal Dominus Flevit
  • Cupole del Santo Sepolcro
  • Ulivo plurisecolare - Getsemani
  • Basilica della Natività
  • Grotta dell'Annunciazione
  • Edicola del Santo Sepolcro
  • Ein Gedi
  • Basilica della Natività - Candele
  • Valle del Cedron - Chiesa ortodossa
  • Lago di Tiberiade
  • Betlemme - Stella della Natività
  • Cupola della Roccia
  • Via Dolorosa - VIII stazione
  • Qumran
  • Sinai - Monastero di Santa Caterina
  • Shivta
  • Nazaret - Basilica dell'Annunciazione
  • Muro del Pianto
  • Dezembro
    • SE
    • TE
    • QU
    • QU
    • SE
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Calendário

01/04/2015 CELEBRAÇÕES

Gethsemane: 8.00 Mass (Passion sung) Holy Sepulchre: 8.00 Mass (Passion sung) & Daily Procession –10.00 Veneration of the Column – 16.00 Office

02/04/2015 CELEBRAÇÕES

Holy Sepulchre: 8.00 Entrance – The Lord's Supper & Procession of the Blessed Sacrament – 14.45 Office Cenacle – S. James – S. Mark: 15.30 Pilgrimage Gethsemane: 21.00 Holy Hour

03/04/2015 CELEBRAÇÕES

Calvary: 8.00 The Lord's Passion Via Crucis: 11.30 Holy Sepulchre: 16.00 Office – 20.10 Funeral Procession

05/04/2015 CELEBRAÇÕES

Easter Sunday Holy Sepulchre: 7.30 Simple Entrance – 8.00 Solemn Mass & Procession – 17.00 Daily Procession

06/04/2015 CELEBRAÇÕES

Emmaus (Qubeibeh): 10.00 Solemn Mass (Custos) – 14.30 Vespers Holy Sepulchre: 8.00 Solemn Mass – 17.00 Daily Procession

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